SUVs nas cidades: por que carros cada vez maiores agravam o risco de atropelamentos
- Caminha Rio

- 15 de jan.
- 1 min de leitura
Crescimento dos SUVs nas cidades
Nos últimos anos, SUVs e picapes ganharam espaço nas ruas e nas garagens, impulsionados por estratégias de marketing e pela percepção de status e segurança para quem está dentro do veículo. Ao mesmo tempo, buracos, desníveis e infraestrutura precária ajudam a alimentar a preferência por carros altos, vistos como mais “preparados” para enfrentar o caos urbano.
Quando mais proteção vira mais risco
Especialistas em segurança viária apontam que essa busca por proteção individual cobra um preço alto do lado de fora do carro. A frente alta dos SUVs atinge regiões vitais, como cabeça e tórax, reduz a chance de a vítima deslizar sobre o capô e aumenta a probabilidade de ser arremessada ao chão ou para baixo do veículo. Estudos já indicam que atropelamentos envolvendo SUVs têm mais chance de resultar em mortes do que aqueles provocados por veículos mais baixos.
Debate sobre regulação e desenho urbano
Enquanto as vendas de SUVs avançam, cresce também a discussão sobre o papel do poder público na regulação do tamanho e do peso dos veículos em áreas urbanas. Em diferentes cidades do mundo, entram na pauta medidas como cobrança mais alta para estacionar modelos grandes, limites de altura do capô e políticas tributárias que desestimulem carros pesados nas regiões centrais. No centro desse debate está a ideia de que segurança no trânsito não depende apenas de tecnologias embarcadas, mas de rever o desenho dos veículos e das cidades, colocando pedestres, ciclistas e transporte coletivo no topo da hierarquia viária.
Fonte: UOL






Comentários